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Moradores reclamam de possível construção de hidrelétrica entre Abadia dos Dourados e Davinópolis

A obra ficaria entre Abadia dos Dourados (MG) e Davinópolis (GO).
Cemig alega que um estudo foi feito sobre o impacto ambiental.

Foto/ Reprodução Tv Integração

A construção de uma hidrelétrica no Rio Paranaíba, entre os municípios de Abadia dos Dourados, no Alto Paranaíba, e Davinópolis, em Goiás, tem preocupado os moradores e ambientalistas. Com a nova barragem uma área cerrada e de mata ciliar, equivalente a 1.400 campos de futebol, ficará embaixo da água. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em parceria com uma empresa carioca de investimentos, realizaram um estudo de impacto ambiental para a construção da 5ª hidrelétrica no Rio Paranaíba.

A obra ainda não tem uma data certa para começar, mas o processo para conseguir a licença prévia já teve início com a realização de duas audiências públicas com os moradores dos dois estados e representantes do empreendimento e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O produtor rural Valdo Pinto Sobrinho, que vive da pecuária leiteira em Abadia dos Dourados, participou da audiência, mas não saiu satisfeito com as informações que recebeu. “Nada ficou definido. Eles só falam o lado deles. A gente pergunta e eles falam que vão procurar as propriedades para negociar, mas não falam quando”, disse.

Salvador de Oliveira, ambientalista, também acompanhou as duas audiências públicas e questiona falhas no relatório. “O relatório cita algumas espécies em extinção que ocorrem aqui, às margens do Rio Paranaíba como, por exemplo, a onça-pintada, a onça-vermelha, o lobo-guará a andorinha-de-coleira, e outras espécies. Mas também foi omisso em não citar algumas espécies que ocorrem aqui, como a anta e o jaú-amarelo. Nos afluentes do Paranaíba, o pato-mergulhão e algumas espécies de vegetal também não foram citadas”, argumentou.

O casal Antônio Pereira de Assunção e Geni Félix vive da agricultura familiar há mais de 60 anos. Eles se emocionaram quando comentaram sobre a construção da usina hidrelétrica nas imediações de onde moram. Caso seja construída, eles terão que deixar o local. “Eu acho o cúmulo do absurdo. A gente é nascido e vivido a vida inteira aqui. Tem amor no lugar. E a gente sair, eu acho duro. Eu até choro. Não agüento”, desabafou o produtor, tendo a tristeza reforçada pela esposa. “Temos amor em tudo. Nos filhos, na terra, em tudo. Nas plantas, nas criações”, completou dona Geni Félix.

Na mesma situação está o produtor Valter Alvarenga, que tem 25 hectares próximo ao rio. “O que preocupa é o descaso dos órgãos que envolvem a construção da barragem de não levar clareza e informação correta para nós”, afirmou o produtor.

O nome do Rio Paranaíba significa rio que tomba, que quebra. E justamente devido às corredeiras surge o grande potencial hidrelétrico, tanto que nele já estão funcionando quatro usinas.

Segundo o relatório de impacto ambiental, os municípios mais afetados pela obra são Davinópolis e Catalão, em Goiás, e Coromandel e Abadia dos Dourados, no Alto Parabaíba, e Guarda-Mor, no Noroeste do estado.

Com moradores dos dois estados, o ambientalista Salvador disse que eles vão contestar na justiça a construção da hidrelétrica. “Vamos fundar a Associação dos Inundados de Minas Gerais e Goiás. Vamos lutar para não construírem essa usina. Somos contra. O impacto ambiental é muito grande, o impacto social é muito grande. As pessoas são mais importantes que as coisas, até mesmo do que a hidrelétrica”, ressaltou.

Acostumado a navegar pelo rio, o Valter lamentou que em pouco tempo tudo pode desaparecer. “O coração chora. Muita preocupação. São muitos anos de dedicação e a gente não sabe até que ponto vai suportar”, declarou Valter.

A assessoria de comunicação da Cemig informou que fez um estudo inicial da área e que somente a Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel) pode esclarecer as dúvidas dos moradores. O telefone de contato do órgão é o 167. O G1 entrou em contato com a Aneel por telefone e por email e pediu para que retornassem até as 17h30. Mas até o fechamento desta reportagem, não obtivemos retorno.

 

Fonte G1

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